O Judô para crianças e os benefícios para o desenvolvimento infantil


O Judô é uma arte marcial e um esporte olímpico que teve origem em 1882, criado por um jovem professor com o nome de Jigoro Kano. Consiste numa sistematização técnica e filosófica do Jiu Jitsu que era o sistema de luta dos antigos samurais, onde seu criador modificou a base para dar ênfase a um modelo mais educacional para esta arte marcial. O significado da palavra JUDÔ é “caminho suave” que se baseia na fundamentação de seus princípios filosóficos:

  • Prosperidade e benefícios mútuos;

  • Ceder para vencer;

  • Máxima eficácia.

Estes foram os princípios que nortearam e direcionaram uma forma diferenciada para a prática do judô. Na busca pela coerência entre a teoria e a prática os princípios filosóficos e esportivos foram delineando os preceitos educacionais, dessa forma, o judô se populariza e ganha o mundo. No Brasil, a modalidade surge por volta de 1922, apresentada pelo Elisei Maeda, conhecido como Conde Koma, que fez a primeira apresentação no país em Porto Alegre, e passou por estados como Rio de Janeiro,  São Paulo, e por fim estabeleceu-se no Pará, onde deu início ao processo de popularização do judô. A modalidade tem milhares de adeptos, praticantes e inúmeras federações espalhadas pelo mundo que são regidas pela Federação Internacional de Judô (IFJ), logo o judô se tornou um dos esportes mais praticados principalmente por não existir restrições aos seus adeptos. Com isso, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes. O Brasil tornou-se uma das potências do esporte conseguindo destaques em campeonatos mundiais e jogos olímpicos. Essa visibilidade que determina um aumento do número de praticantes de judô nas escolas, clubes, creches e associações.

Na atualidade o judô conseguiu um destaque internacional quanto aos benefícios que podem ser oferecidos aos seus praticantes. Segundo a UNESCO, é um dos esportes mais aconselhados na fase que compreende desde a infância até quatorze anos de idade, pois permite mediante o jogo e a diversão. É importante conjugar fatores essenciais para o desenvolvimento do indivíduo, como por exemplo, a coordenação de movimentos, a psicomotricidade, o equilíbrio, a expressão corporal e a situação espacial (percepção sinestésica). Contribuindo efetivamente para o desenvolvimento global da criança. O judô transcende sua relação didática e pedagógica, e o alcance desta modalidade pode ir além por ser um dos esportes olímpicos mais praticados. Favorece também a sua prática por deficientes visuais, autistas e portadores da Síndrome de Down, dentre outras peculiaridades. Confira alguns benefícios do Judô para as crianças Um dos fatores mais procurados no judô é a disciplina, principalmente pela modalidade ser regida por um Código Moral que visa o cumprimento e o fortalecimento da perspectiva filosófica na prática da modalidade e fazer com que os praticantes evoluam como pessoas. Esse código é baseado em oito princípios básicos.

  • Cortesia, para ser educado no trato com os outros;

  • Coragem, para enfrentar as dificuldades com bravura;

  • Honestidade, para ser verdadeiro em seus pensamentos e ações;

  • Honra, para fazer o que é certo e se manter de acordo com seus princípios;

  • Modéstia, para não agir e ou pensar de maneira egoísta;

  • Respeito, para conviver harmoniosamente com os outros;

  • Auto controle, para estar no comando de suas emoções;

  • Amizade, para ser um bom companheiro e amigo.

Além disso o judô é uma modalidade que consegue agregar em sua prática a participação de crianças desde a idade pré-escolar, adolescentes, jovens, adultos e idosos, nesta primeira fase as crianças estão num processo de descoberta do corpo e de suas capacidades. Na fase pré-escolar deve-se evidenciar a estimulação psicomotora da criança.

  • Por meio do judô, as crianças podem experimentar movimentos inéditos e diversificados;

  • Pode melhorar a coordenação motora;

  • Consegue ter uma melhoria no domínio corporal, para assim executar os movimentos e conseguir ampliar o seu “acervo” motor com essas experiências.

Agora imagine ter todos esses benefícios sem precisar sair de casa? Saiba mais clicando abaixo. Além desses fatores o judô auxilia diretamente na sociabilização das crianças, mesmo sendo um esporte individual a modalidade prioriza a coletividade, o respeito, a amizade  e a disciplina. Com isso o judô contribui efetivamente no desenvolvimento global da criança e o reflexo desses ensinamentos deve ser visto na escola, em casa e em seu convívio social. O judô também apresenta uma serie de capacidades que contribuem para esse desenvolvimento global das crianças sejam eles: CAPACIDADES FÍSICAS

  • Velocidade – É a capacidade de realizar ações vigorosas em um espaço curto de tempo. Onde geralmente é utilizada em atividades intervaladas.

  • Resistência – É a capacidade de suportar e recuperar a fadiga, essa é a capacidade de conseguir manter o esforço físico por um maior espaço de tempo.

  • Força – A Capacidade de vencer uma determinada resistência por meio de contração muscular. Onde por ela é que se pode levantar, saltar e deslocar.

  • Flexibilidade – É a capacidade de realizar movimentos articulares na maior amplitude possível sem que existam lesões nessas articulações. A flexibilidade é especifica para cada atividade.

  • Agilidade – É a capacidade de mudar de direção rapidamente. Ela depende diretamente da força e da velocidade.

  • Equilíbrio: É a qualidade física conseguida por uma combinação de ações musculares com o propósito de assumir e sustentar o corpo sobre uma base, contra a lei da gravidade. Pode ser de 3 tipos: dinâmico, estático e recuperado

  • Coordenação Motora (destreza): É a capacidade física que permite realizar uma sequência de exercícios de forma coordenada

CAPACIDADES COORDENATIVAS

  • Capacidade de diferenciação – Esta capacidade se refere à qualidade do movimento. Executa-se o movimento de forma perfeita, com economia de esforço, tal qual o programa arquivado na memória. Um grande domínio do movimento capacita o executante a variar algumas de suas etapas, fazendo uma distinção bastante refinada;

  • Capacidade de acoplamento – O termo acoplar traz a ideia de unir e refere-se justamente a esta característica de unir movimentos parciais diferentes do corpo, tornando-os um movimento único, acoplados entre si, coordenados. Este termo refere-se, também, à sequência correta de execução;

  • Capacidade de reação – Refere-se à velocidade com que um sinal é detectado, e ocorre uma resposta a este estímulo. Quanto mais rápida e melhor for a resposta a um sinal, melhor a capacidade de reação.

  • Capacidade de orientação – É a capacidade de determinar o espaço disponível, e atuar neste espaço utilizar toda a sua possibilidade. É também saber se relacionar neste espaço justamente com companheiros, adversários e o objeto central: na maioria dos esportes coletivos, a bola.

  • Capacidade de equilíbrio – Relaciona-se à capacidade de manter ou recuperar a estabilidade. Manter se for o caso de uma posição estática ou movimentos lentos, e recuperar , quando realizar movimentos rápidos em saltos. Nas duas situações, adquirir uma posição estável pode ser fundamental para a qualidade do movimento.

  • Capacidade de câmbio (agilidade) – Esta capacidade pode ser observada quando há adaptação a novas situações, posições, direções. Tem como característica básica a variação, sem que se perca a continuidade do gesto.

  • Capacidade de ritmo – Ocorre quando o indivíduo se adapta a um ritmo externo. Segue e executa os movimentos dentro deste ritmo. No entanto, é muito importante a realização do movimento seguindo um ritmo interno, interior, de acordo com seus interesses e suas motivações. Quanto o desenvolvimento especifico das crianças a literatura aponta três fases que podemos identificar os benefícios da pratica do judô pelas crianças:Primeira fase: De 1 a 6 anos, fase do “DESENVOLVIMENTO NEUROPSÍQUICO MOTOR” com o estabelecimento da coordenação motora fina: andar, saltar, pular, cair, arremessar e pegar.Segunda fase: De 6 a 12 anos, fase do “DESENVOLVIMENTO EM CONJUNTO DO ORGANISMO”, o crescimento ósseo e miotendinoso, o psíquico mental. Recomenda-se o início em escolas de esporte, para aquisição de conhecimento de várias modalidades esportivas. A partir dos 10 anos, sugere-se iniciar atividades paralelas mais específicas, como natação, ginástica olímpica, corridas e saltos.Terceira fase: 12 a 18 anos, fase do “DESENVOLVIMENTO FINAL DO PADRÃO FÍSICO”, onde se recomenda o início da prática do esporte competitivo, que irá aprimorar definitivamente a coordenação motora, flexibilidade, velocidade, força e a resistência.

Matéria Retirada do Site: goalgestaoesportiva.com.br